Dra. Bruna Kaye Cirurgiã-Dentista · CRO-SP 166254

Implante dentário dói?

Essa provavelmente está entre as primeiras perguntas de quem descobre que precisa colocar um implante.

E faz sentido.

A palavra “cirurgia”, somada à ideia de colocar um implante no osso, pode fazer o procedimento parecer muito mais assustador do que ele realmente é.

Então vamos separar uma coisa da outra:

uma coisa é o que acontece durante a cirurgia. Outra é o que você pode sentir durante a recuperação.

Durante a colocação do implante

A cirurgia é realizada sob anestesia local.

Isso significa que o objetivo da anestesia é impedir que o paciente sinta dor durante o procedimento.

Você pode perceber pressão, movimentação ou vibração, mas isso é diferente de sentir dor.

E existe algo que considero ainda mais importante: você precisa se sentir seguro durante o atendimento.

Por isso, explicar o que será feito antes de começar faz parte do tratamento.

Mas o que é colocado no osso?

O implante dentário é uma estrutura, geralmente de titânio, posicionada no osso para substituir a função da raiz de um dente perdido.

Depois da instalação, ocorre um período de cicatrização no qual o organismo estabelece uma relação entre o implante e o tecido ósseo.

Posteriormente, dependendo do planejamento, é confeccionada a parte protética — o dente que ficará sobre aquele implante.

E depois que a anestesia passa?

Aqui precisamos ser realistas.

Implante é um procedimento cirúrgico.

Por isso, algum grau de desconforto, sensibilidade ou inchaço pode ocorrer nos primeiros dias.

A intensidade varia bastante.

Uma cirurgia simples para instalação de um implante pode ter um pós-operatório diferente de uma cirurgia que envolva múltiplos implantes, enxerto ósseo ou levantamento de seio maxilar.

Por isso, não existe uma experiência pós-operatória idêntica para todos.

Planejamento também influencia a experiência

Antes de colocar um implante, avaliamos muito mais do que o espaço onde falta um dente.

Podemos analisar:

  • quantidade e qualidade óssea;
  • anatomia da região;
  • gengiva;
  • posição dos dentes vizinhos;
  • estruturas anatômicas importantes;
  • condições de saúde;
  • e como será a futura prótese.

Em muitos casos, exames de imagem como a tomografia computadorizada fazem parte desse planejamento.

Quanto mais informações temos antes da cirurgia, mais precisamente conseguimos planejar o procedimento.

“Vou sair do consultório com o dente?”

Depende.

Em alguns casos é possível utilizar protocolos de carga imediata ou instalar uma prótese provisória.

Em outros, é necessário aguardar o período de cicatrização antes da etapa protética.

E aqui existe um ponto importante:

fazer tudo mais rápido nem sempre significa fazer melhor.

A escolha depende das condições clínicas de cada paciente.

E se eu precisar de enxerto?

Também não significa necessariamente que haverá uma recuperação difícil.

Existem diferentes tipos e extensões de enxertos.

Alguns podem ser realizados junto com a instalação do implante. Outros exigem uma etapa anterior.

Da mesma maneira, em regiões posteriores da maxila onde existe pouca altura óssea devido à proximidade do seio maxilar, pode ser necessário realizar um levantamento de seio.

Tudo depende da anatomia encontrada nos exames.

Então preciso ter medo do implante?

Medo é uma reação muito pessoal.

Mas informação costuma tornar o processo muito menos assustador.

Quando você entende:

o que será feito,
por que será feito,
quanto tempo leva,
como será a recuperação
e quais são as alternativas,

a cirurgia deixa de ser algo desconhecido.

E isso muda bastante a experiência.

O implante começa muito antes da cirurgia

Uma das coisas mais importantes que explico é que Implantodontia não é simplesmente “colocar um parafuso”.

Existe diagnóstico, planejamento cirúrgico, cicatrização e planejamento protético.

No final, o que queremos não é apenas um implante integrado ao osso.

Queremos devolver função, conforto e um sorriso que faça sentido para aquela pessoa.

Está pensando em colocar um implante?

O primeiro passo não precisa ser a cirurgia.

O primeiro passo é uma avaliação.

A partir do exame clínico e dos exames de imagem necessários, é possível entender quais opções existem para o seu caso e conversar sobre cada etapa antes de decidir pelo tratamento.

Dra. Bruna Kaye | Cirurgiã-Dentista
CRO-SP 166254
Atendimento em Mogi das Cruzes e Bertioga.


Referências científicas

Melini M, et al. Analgesics for Dental Implants: A Systematic Review. Frontiers in Pharmacology.

Lyu M, et al. Maxillary sinus floor augmentation: a review of current evidence on anatomical factors and a decision tree. International Journal of Oral Science.

Conteúdo informativo. A indicação, técnica cirúrgica e recuperação variam conforme as condições individuais de cada paciente.

Dra. Bruna Kaye — Cirurgiã-Dentista, CRO-SP 166254. Este texto é informativo e não substitui uma consulta. Falar comigo no WhatsApp.